quarta-feira, 6 de maio de 2015

Ex-borracheiro estuda com 200 kg de resumos por 4 anos e vira juiz no DF

Ele trocava de roupa com irmãos para não ir igual todos os dias à faculdade.
Spanholo também já costurou e lavou carros; hoje ele é colega de miss DF.

O recém-empossado juiz federal Rolando Valcir Spanholo, de 38 anos, afirma que disciplina e motivação foram a receita que o levaram a romper com a antiga realidade de borracheiro e alcançar o sonho de ser magistrado em Brasília. Os últimos quatro anos foram dedicados a concursos públicos, nos quais ele acumulou 200 quilos de resumos de disciplinas de direito. O advogado é de Sananduva, no Rio Grande do Sul, e foi aprovado na mesma seleção feita pela miss DF Alessandra Baldini.

Spanholo conta que a ideia de virar juiz veio tarde, já no final da faculdade e por influência de um professor. Até então o objetivo dele era apenas “melhorar de vida”. A graduação, de acordo com o juiz, já parecia uma grande superação para ele e os quatro irmãos, que trocavam de roupa e sapatos entre si para não irem todos os dias vestidos do mesmo jeito para a instituição.

O trabalho começou cedo. Entre os 9 anos e os 15 anos, os cinco consertavam pneus e lavavam carros junto com o pai. “Durante o inverno, as mãos e os pés ficavam quase sempre congelados. Não tínhamos luvas de borracha e outros equipamentos de proteção que hoje são comuns e obrigatórios. Só restava fazer muito fogo para se aquecer, mas, com isso, os choques térmicos eram inevitáveis. Vivíamos com fissuras nas mãos e pés."

O magistrado diz que a condição levava a família a ser muito severa em relação à educação e a acreditar que só assim todos teriam melhores oportunidades. O esforçou coletivo ajudou os cinco irmãos a ingressarem em uma faculdade de direito que ficava a 250 quilômetros de casa. Para pagar os estudos, os irmãos tiveram de aprender a costurar cortinas e edredons e a fazer bordados.

“Depois, com a chegada da habilitação para dirigir, também passei a trabalhar na área de vendas. Era um desafio diário. Saía sempre cedinho, rodava o dia todo, batendo de porta em porta pelos municípios da região, oferecendo nossos produtos diretamente nas casas. Por razões de economia, meu almoço era sempre debaixo da sombra de uma árvore, dentro do carro. Cardápio? Algumas fatias de pão caseiro e um pedaço de frango empanado – e frio – ou uma torrada carinhosamente preparados pela minha mãe. Bebida? Água que levava dentro de um litro [de garrafa] pet”, lembra.

Spanholo voltava para casa no final da tarde para pegar o ônibus para ir à faculdade. Muitas vezes, por causa da distância, não conseguia tomar banho antes das aulas. As faltas também eram frequentes por causa do trabalho e aconteciam em média duas vezes por semana. Como consequência, ele ficou de exame nos dez semestres do curso.

"Na verdade só consegui levar adiante a graduação porque meus colegas conheciam minha realidade e sempre me emprestavam os cadernos para copiar ou tirar xerox das suas anotações. Confesso que, durante a graduação, estudei muito pouco por livros de doutrina, não tinha como”, explica. “Aliás, meu 'horário de estudos' era no ônibus, durante as viagens de ida e volta, e aos domingos – os sábados eu usava para fazer vendas nas cidades mais distantes. A necessidade faz a gente se reinventar".

Sem familiares e conhecidos na área, Spanholo afirma que só fez a seleção para a Escola Superior da Magistratura, aos 22 anos, por insistência de um professor. A instituição fica em Porto Alegre e oferece cursos de preparação e de aperfeiçoamento para interessados na área. A aprovação foi uma surpresa, e o jovem precisou se desdobrar entre trabalhar em escritórios aos finais de semana enquanto passava de segunda a sexta estudando a 400 quilômetros de casa.

Ao fim do curso e já casado, o juiz deu início à primeira das duas "temporadas" de concursos públicos. Ele conta que chegou perto da aprovação para promotor, procurador, juiz do trabalho e juiz estadual entre 1999 e 2003, mas precisou desistir dos certames porque a mulher havia acabado de ganhar bebê.

"Tínhamos o filho pequeno, e, em uma decisão muito difícil, conjuntamente optamos por ‘adiar’ meu sonho de ser magistrado. Em 2010, decidi retomar tal sonho, mas agora na área federal. Sofri muito para refazer a base do conhecimento que perdi durante aquela ‘parada técnica’. Levei um bom tempo para voltar a atingir um ‘nível competitivo’. Reprovei em muitos concursos. Aliás, de tanto ficar no ‘quase’, acabei ficando ‘especialista’ em calcular e antecipar as notas de cortes das provas objetivas dos nossos concursos”, brinca Spanholo.

Foram dezenas de seleções desde então. Para se preparar, o magistrado passou a estudar a vida de pessoas que já haviam alcançado aprovação no concurso que ele queria. Ele lembra que identificou o que havia de comum, em relação a estratégias e métodos de estudos, para traçar o plano de como se prepararia.

“Logo percebi que, por conta das minhas limitações – tempo, lugar, idade —, muitas delas eu não conseguiria executar, como frequentar cursos preparatórios, estudar por ‘doutrina pesada’ etc. Sentia que precisava ariscar estratégias próprias, moldadas na minha realidade. Experimentei várias. Umas deram certo, outras nem tanto”, diz.

Spanholo afirma que surgiu então a ideia de começar a fazer resumos das matérias e de grifar as principais leis para voltar a ter uma noção das principais áreas do direito. Depois, passou a estudar com base em provas antigas. Ele também fez sinopses de informativos dos tribunais superiores e usou a internet para pesquisas. Ao final, juntou mais de 200 quilos – em 34 caixas – de material de estudo. O acervo foi encaminhado para reciclagem.

Para suportar a pressão e o esgotamento emocional, o juiz conta que também via vídeos motivacionais em redes sociais. Ele lembra que a preparação o ajudou a manter a tranquilidade no dia da prova oral, depois de passar quase seis horas trancado em uma sala de confinamento para ser testado por cinco pessoas sobre conhecimentos em todos os ramos do direito.

“Naquele momento um filme da vida passa na cabeça da gente. Sem me abalar, em fração de segundos, lembrei-me de cada fase, dos meus pais e familiares, das privações, das quedas, enfim, de tudo que tinha se passado ao longo dos 38 anos de minha existência”, conta. “Entrei naquele recinto pronto para ‘lutar’ por mim e por todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, acabaram me ajudando a chegar naquele lugar. Não podia decepcioná-los”.
O resultado do certame para o Tribunal Regional Federal saiu em novembro de 2014, e Spanholo ficou entre os 60 primeiros classificados. Surpreso com a boa colocação, ele se diz orgulhoso da trajetória e atribui o resultado ao esforço e ajuda dos familiares e amigos.

“A vida sempre me ensinou que dificuldades existem para serem superadas. Aliás, dificuldades todos têm. Uns mais, outros menos, mas todos enfrentam obstáculos para alcançar seus sonhos. O que diferencia as pessoas é exatamente a forma como elas reagem diante das resistências do cotidiano. Uns se acovardam e se deixam dominar. Outros veem nas dificuldades grandes oportunidades de crescimento, de evolução pessoal”, afirma.

“No meu caso, desde criança, sempre precisei acreditar naquilo que para os outros seria motivo de dúvida. Nada nunca chegou fácil. Por necessidade, treinei minha mente para acreditar que com humildade, disciplina e motivação era possível vencer um a um os desafios da vida, mesmo não dispondo das melhores condições para enfrentá-los. Sempre fui à luta. Nunca esperei que os outros viessem me dizer o que eu poderia e o que eu não poderia ser. Definia meus objetivos e passava a identificar o que precisava ser feito para atingi-los”, completou o juiz.

Dizendo-se avesso a publicizar a própria história, Spanholo conta que tem se espantado com a quantidade de pessoas que diariamente o procuram para falar que ele as inspirou. Segundo o magistrado, os relatos extrapolam o mundo dos concursos públicos e têm relação até mesmo com a vida privada de algumas delas.


“Não sei explicar direito, mas é como se as pessoas precisassem ver diante dos seus próprios olhos uma prova de que também elas podem superar seus limites pessoais e alcançar os seus sonhos”, declara. “Procuro sempre mostrar para elas que, de fato, se um ex-borracheiro e ex-lavador de carros conseguiu, é porque qualquer outro também poderá ser juiz federal ou que quiser ser na vida. Basta ter disciplina, persistência, espírito de superação e, principalmente, acreditar no nosso próprio potencial”.

Fonte : http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/05/ex-borracheiro-estuda-com-200-kg-de-resumos-por-4-anos-e-vira-juiz-no-df.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1

Posse na Agespisa em Floriano

 Ontem (5) pela manhã participamos da posse do novo gerente, coordenador operacional, chefe de Elo e coordenação administrativa de Águas e Esgotos do Piauí S/A (Agespisa) em Floriano.

Uma das falas do deputado Joel Rodrigues que me chamou atenção foi a seguinte : " UM LÍDER APENAS REPRESENTA UMA DECISÃO DA EQUIPE " - Muito forte !

Jaquelina Nascimento.



segunda-feira, 4 de maio de 2015

9 passos fáceis para construir sua reserva financeira em 2 anos

Ter uma reserva financeira significa ter mais tranquilidade. Imagine uma vida em que o cheque especial e o pagamento mínimo do cartão de crédito são pesadelos que não existem. 

Pois é, poupar dinheiro é a regra básica para isso, independente da classe social ou das condições financeiras. O Guia Bolso divulgou 9 passos que comprovam que não é difícil construir uma reserva de emergência em até dois anos. 

Veja como funciona:

1) Contas mensais organizadas
Esse é o primeiro passo para começar a guardar dinheiro - estabilizar as contas mensais. Você não pode gastar mais do que ganha. Se está nessa situação, mapeie suas despesas e verifique o que pode ser cortado. 

2) Estratégia para quitar débitos
Se você deve mais de 30% do seu orçamento mensal, pare para criar propostas de negociação com seus credores, especialmente se tiver parcelas atrasadas. As dívidas mais caras, como o cheque especial, devem ser trocadas por mais baratas, como um empréstimo com bens como garantia.

3) Metas de gastos
Se você conseguiu por as contas em dia, é hora de assumir o controle das finanças. Crie metas para cada despesa fixa. Uma das boas estratégias para isso é dividir a renda em três grandes grupos: 
a) 50% para gastos essenciais - necessários no dia-a-dia, como moradia, educação e transporte;
b) 15% para prioridades financeiras - dívidas eventualmente não quitadas e reserva financeira;
c) 35% para o estilo de vida - gastos não fundamentais, mas que dão mais prazer à vida.

4) Reservar é prioridade
Quando tudo acima estiver organizado, transforme a reserva financeira em prioridade e passe a poupar, pelo menos, 15% de sua renda todos os meses, sem pular nenhum. Veja bem - em 1 ano e 8 meses, você já terá acumulado três salários! 

5) Por uma meta na reserva
Depois de começar a juntar, é hora de definir o valor que você quer ter na reserva. O ideal é que some pelo menos entre 3 e 6 meses de salário. Nesse caso, a ideia é a seguinte:
a) funcionários públicos: 3 salários são suficientes, já que há estabilidade de emprego;
b) solteiros: 6 salários garantem uma boa estabilidade em caso de desemprego;
c) casal: entre 4 e 5 salários, já que raramente os dois ficam sem emprego ao mesmo tempo.
  
6) Onde aplicar a reserva?
Como o dinheiro é para emergências, deve ficar em local de fácil acesso, ou seja, em investimentos de baixo risco e alta liquidez, onde o dinheiro é posto e tirado com facilidade, como a poupança, fundos de renda fixa, CDB, LCI e LCA.

7) Quando usar a reserva?
Para não cair no cheque especial, para gastos extras que surgiram sem aviso, no caso de perda de emprego, problemas de saúde, etc. Mas tem que voltar a poupar o mais rápido possível.

8) E quem não consegue os 15%?
Calma e paciência são as dicas essenciais. Geralmente, quem não consegue poupar é porque tem dívidas ou gasta mais do que ganha por mês. Nesse caso, a regra é se organizar, não há outro jeito. No início, você pode poupar menos de 15%, o que der. Mas, tenha como meta chegar a esse percentual.

9) E quem não quer esperar 2 anos?
Se você tem pressa e quer logo chegar à meta da sua reserva financeira, aumente o valor poupado. Se você economiza, por exemplo, 30%, em 10 meses você conquistará os 3 salários. É comum que para conseguir, você tenha que reduzir a participação das empresas relacionadas ao estilo de vida e, depois, as despesas dos gastos essenciais.


Fonte : Guia Bolso

Dia do Parlamento


Por Jaquelina Nascimento

Ontem (3) foi o dia do Parlamento e não poderia deixar de enfatizar essa data tão importante para todos nós cidadãos brasileiros. Constituído pelo Poder Legislativo, exercido, pelo Congresso Nacional, o Parlamento se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, de acordo com o artigo no 44 da Constituição Federal (CF).

Votar o orçamento e os projetos de lei é sua principal função , sendo que qualquer membro ou comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional pode apresentar projetos de lei. O Presidente da República, o Supremo Tribunal Federal, os Tribunais Superiores, o Procurador Geral da República e os cidadãos  também podem fazê-lo . Estes em particular, podem interferir diretamente na legislação, por meio de abaixo-assinados que representem, no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco estados. Isso quer dizer que o Poder Legislativo pode ser exercido pelos representantes do povo e também diretamente pelo povo.


Representantes do povo formam a Câmara dos Deputados, os quais são eleitos, a cada quatro anos, em cada estado, em cada território e também no Distrito Federal, em número proporcional à população (artigo 45 da CF). Além das atribuições legislativas, é também competência da Câmara autorizar, por dois terços dos seus membros, a instauração de processo contra: o Presidente, o Vice-Presidente e os Ministros de Estado. Esse processo legislativo e o funcionamento da Câmara dos Deputados obedecem a um Regimento Interno, cujas disposições devem ser respeitadas pelos deputados e senadores. A transgressão dessas normas pode resultar em cassação do mandato.

A história da Câmara dos Deputados teve início no Rio de Janeiro, entre 1808 e 1821. A família real, ameaçada por Napoleão, saiu de Portugal e se exilou no Brasil, elevando-o à categoria de Vice-Reino. Nessa ocasião, o regente D. João abriu os portos ao comércio exterior, criou o Banco do Brasil e a Imprensa Régia. Em seguida, declarou a intenção de efetuar a eleição de representantes para as sessões da Assembleia Constituinte. Entretanto, a primeira sessão da primeira legislatura do Parlamento brasileiro só aconteceu em 1826, depois de o imperador D. Pedro I se vir obrigado a regressar a Portugal. Contudo, ele já havia outorgado a primeira Constituição do Brasil, em 1824.

Representantes dos estados e do Distrito Federal formam o Senado Federal; cada um elegerá três senadores, com mandato de oito anos. Cabe ao Senado, privativamente, processar e julgar o Presidente, o Vice-Presidente e os Ministros de Estados, caso tenham cometido crime, de acordo com o artigo 52 da CF, que dispõe sobre as competências do Senado.

Tanto os deputados como os senadores são considerados invioláveis por suas opiniões, palavras e votos, conforme estabelece o artigo 53 da CF. O artigo 55 da CF estabelece preceitos para a perda de mandato de deputado e senador, e o artigo 56 apresenta dispositivos para que eles não percam esse mandato. O Dia do Parlamento foi instituído pela lei no 6.230, de 27/7/1975.

sábado, 2 de maio de 2015

Dia do Trabalhador com Trabalhistas em Floriano

Jaquelina Nascimento discursando

Amigos, confesso que fiquei surpresa e ao mesmo tempo feliz ao ter sido solicitada pelo deputado estadual Joel Rodrigues na manhã de ontem (1) a me pronunciar a todos os pré-candidatos a vereador e lideranças presentes do PTB e PRTB em Floriano.
Na ocasião expus um pouco sobre minha experiência política há mais de 10 anos e o porque estar nessa área. Agradeci a Deus e ao deputado pela oportunidade em estar aprendendo mais ainda sobre política com o mesmo .
Coloquei-me à disposição do grupo para que juntos possamos trocar conhecimentos e aprender uns com os outros a verdadeira arte de SERVIR.
Nada melhor do que passar o dia do trabalhador aprendendo com o sábio Joel Rodrigues sobre vários temas e principalmente sobre Reforma Política.
Vamos que Vamos em Frente com Fé em Deus ! Abraços. Jaquelina Nascimento.


Jaquelina Nascimento fala sobre política